Sociedade da Grã-Ordem Kavernista Apresenta Sessão Das 10 - 1971
- 12 de dez. de 2015
- 3 min de leitura

Antes de mais nada, eu definiria esse álbum como uma "Maravilhosa Fanfarronice"
Para quem está vendo a capa e se depara com essas quatro figuras em trajes excêntricos, apresento os responsáveis por essa obra que SEM DÚVIDAS é uma das obras mais emblemáticas, doidonas e sensacionais já produzida pela indústria fonográfica nacional:
- A cidadã vestida de "Super Mulher" era Mirian Batucada
- O sujeito com a camisa canarinho (Não leve esse "patriotismo" a sério) atendia por Sérgio Sampaio
- O que ostenta uma faixa de "miss não sei o que" se chama Edy Star (Único sobrevivente da trupe).
Ah! faltou citar o sujeito com pinta de hippie. Esse acho que todos conhecem bem, pois atendia por Raul Santos Seixas, durante um período conhecido como Raulzito e a partir desse álbum passaria a assinar como RAUL SEIXAS. Sim! É ele! Na época produtor da gravadora CBS, um distinto senhor responsável pela carreira de alguns artista.
Esse álbum acho que mostra bastante do que era a doidona, genial e inventiva mente de Raul (que não foi o único responsável por todas as sandices do bem que se ouve nessa obra prima, mas creio que pela maioria)
A ideia partiu dele, Raul, que de início já contaria com Edy e Sérgio, mas os camaradas queriam a graça de uma voz feminina. Dentre tantas lendas que rondam a gravação desse álbum (Até a de que Raul reuniu a galera e gravou às escondidas, o que já foi desmentido), dizem que a escolhida para o projeto seria a cantora Diana (ex-esposa de Odair José e que levava um som na mesma vibe brega, com toques de jovem guarda) e que talvez a frágil figura da moça, não se encaixaria bem às loucuras que estariam por vir, daí eis que surge quem? Miriam Batucada, com sua voz forte e espontaneidade, pronto! Eis que se forma a Sociedade da Grã-Ordem Cavernista.
O álbum é nitidamente influenciado por um mix de tropicalia, samba, Baião, seresta, chorinho e mais tudo o que conseguiram colocar em quase trinta minutos de gravação.
Relatar os pontos altos deste álbum é bem difícil, TUDO é genial, desde as vinhetas, até os diálogos no meio das canções, o instrumental (Que em sua maioria foi gravado por Raul), a maneira despretenciosa e livre com a qual cada um conseguiu expor suas ideias, os vocais, os vocais de apoio, o humor ácido das letras... TUDO é perfeito nesse disco surpreendente. É uma explosão de tantos elementos que ao término não há quem deixe de se perguntar:
- Isso existe mesmo? É sério?
Sim! É muito sério! Pena que a CBS, na ocasião, jogou em um canto e deixou lá largado!
Como já diria o Nhonhô: "Que burro, da zero para eles", pois esse álbum é uma miscelânea fantástica. É possível ouvir tudo que se quer e até o que não se imaginava existir em um único álbum.
Experimental, sensacional, genial, fenomenal e um álbum tão legal, legal, legal, um álbum tão legal, legal.... Exagero em citar tantas vezes a palavra "legal"? Ouça o álbum e você vai entender...
Faixas:
01- Êta Vida - 00:00 02- Sessão das 10 - 02:25 03- Eu Vou Botar Pra Ferver - 05:07 04- Eu Acho Graça - 07:30 05- Chorinho Inconseqüente - 10:19 06- Quero Ir - 12:16 07- Soul Tabarôa - 14:35 08- Todo Mundo Está Feliz - 17:18 09- Aos Trancos e Barrancos - 20:12 10- Eu Não Quero Dizer Nada - 22:39 11- Dr. Paxeco - 25:44 12- Finale - 28:54
Interpretações:
- Edy Star: Sessão das Dez, Eu não Quero Dizer Nada e Finale (vinheta).
- Miriam Batucada: Chorinho Inconsequente, Soul Tabarôa e Finale (vinheta).
- Raul Seixas: Êta Vida, Eu Vou Botar pra Ferver, Quero Ir, Aos Trancos e Barrancos, Dr. Paxeco e Finale (vinheta).
- Sérgio Sampaio: Êta Vida, Eu Vou Botar pra Ferver, Eu Acho Graça, Quero Ir, Todo Mundo Está Feliz e Finale (vinheta).








































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